Eu sou movido pela paixão por tudo o que faço. Aqueles que me conhecem, sabem que sou apaixonado pela minha profissão. E a minha mais recente paixão são as capas para Facebook do jornal Tribuna, o campeão de vendas nas bancas da Grande Curitiba.

No ensino médio, eu sempre parava em uma banca da Praça Rui Barbosa, na região central da capital, para ver as capas dos jornais. E sempre via a capa da Tribuna. Lembro que brincava com os colegas de classe como seria determinada notícia dada pela Tribuna.

Desde o começo de abril, tenho sido desafiado duas vezes ao dia (Edição da Manhã e Edição da Tarde) em casar foto e manchete, como a Tribuna faz há mais de 50 anos. Como professores, busco a opinião dos editores do jornal e inspiração nos quase cinco anos de capas da Tribuna arquivadas no Paraná Online.

Abaixo, as minhas capas preferidas das primeiras semanas. ‘Dia de Fúria’ foi a primeira em que o título foi encaixado dentro da imagem. E isso aconteceu pelo simples fato que, para mim, o título em cima da foto tirava a força do movimento dos veículos. Em ‘E o salário óóóó…’ a manchete já estava decidida. Quando encontrei no arquivo a foto da criança apontando, imediatamente pensei nela apontando para o título. ‘Peito de Aço’ foi uma tentativa de fazer o título falar duas vezes. Em ‘Mais um morto na UPS’, assim que vi a foto percebi na rua um caminho para o título.

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‘Playboy em Cana’ foi difícil de fazer. Não consegui encontrar a manchete certa para envolver a camiseta do Burro com a matéria. A capa da Tribuna do dia seguinte deu de 10 a 0 na do Facebook. ‘Vade Retro’ está entre as minhas preferidas. A montagem com as três fotos surgiu de uma necessidade simples: nenhuma delas tinha resolução suficiente para o tamanho da capa, então as juntei. ‘Casa do Espanto’ marca o início definitivo da padronização na cor e borda da manchete. A partir daí, procuro seguir, em manchetes policiais, a borda branca, com fonte em degradê de preto a vermelho. A manchete ‘Cuidado! Barbeiro ao volante’ surgiu de um comentário na redação. E grudar o título no caminhão foi a melhor forma de não atrapalhar o que é importante na imagem.

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‘Carta fora do baralho’ é uma manchete que eu esperava usar um dia, só aguardava o momento certo. Em ‘Rastro da Morte’, procurei dar o impacto visual do acidente à manchete. Repeti a ideia uma semana depois em ‘Última Parada’. ‘Visita de Peso’ foi a terceira sugestão de manchete. Cada uma mais curta que a anterior para que o texto pudesse se encaixar ao espaço no qual não atrapalhasse a imagem.

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Abaixo, a capa que quase ninguém viu, da Edição da Tarde do dia 9 de maio de 2012.  ‘No apagar das luzes’ foi ao ar no dia em que o portal estava com problemas e passou boa parte da tarde e início de noite fora do ar. O trabalho de preto e branco no título foi para transmitir visualmente o ‘apagar das luzes’.

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A seguir, outras capas que também gosto.

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O desafio continua! Aliás, há cerca de quatro manchetes que eu tenho na cabeça e espero a notícia certa para usar. É questão de tempo…

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