Eu estava embalado no leve balançar do ônibus. O barulho do motor, que antes era um estranho ao céu azul e à leve brisa tépida, agora se fundia sorrateiramente à paisagem e enganava até a mente, como se o silêncio da leitura não fosse silêncio sem aquele barulho. As páginas brancas do livro, que ganhavam um leve tom do espectro solar, eram as emissárias dos tipos que alegravam os meus olhos. Uma letra após a outra, uma palavra após a outra, uma frase após a outra e uma história que brotava na mente. Uma página após a outra e a história ganhava um galopar cada vez mais rápido, com novas e novas conexões que já tentavam antever o que estava por acontecer nas próximas páginas. Continuar lendo “O banco e o braço a torcer”