A minha cidade, a minha Curitiba completa 318 anos nesta terça-feira, 29 de março. E como um legítimo curitibano decidi escrever algumas palavras sobre a ‘melhor cidade do mundo’.

Quando digo ‘a melhor cidade do mundo’, já revelo um traço do curitibano. Ele tem um orgulho extremo de sua cidade. É o único que pode falar dela e só aceita que fale mal se for um outro curitibano. Odeia que ‘estrangeiros’ (pessoas de fora de Curitiba) digam um A sobre a cidade. Porém, fora de Curitiba vai dizer que a cidade é um perfeito exemplo para tudo e para todos.

O curitibano é por natureza um povo fechado. No transporte coletivo reina o silêncio, pois não se conversa com uma pessoa que você não conhece (algumas vezes nem com a que você conhece). O momento do ônibus é o momento no qual cada um reflete sobre seus próprios probelmas. Da mesma forma não se faz visita surpresa para um curitibano, senão você vai estar invadindo a vida dele. Ligue e pergunte se pode ir.

O curitibano típico também odeia a desorganização, apesar de em sua maior parte ser um péssimo motorista. Não pisa na grama, não joga papel de bala no chão, separa o lixo reciclável, não fala alto e, quando fica incomodado, dá um terrível olhar de desaprovação mas não abre a boca para reclamar. Para não se incomodar e não incomodar a paz dos outros.

Somente em Curitiba você pode experimentar as quatro estações do ano em apenas um dia. O curitibano já sabe que sol e 26ºC pela manhã não significa que no final da tarde não vai chover e fazer 16ºC. Essa é a Curitiba que muitos curitibanos nem percebem e que muitos ‘estrangeiros’ não entendem.

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