Os orientais também são bons em produzir novelas, ou melhor, dramas (para os japoneses, dorama). Talvez sejam até melhores, pois você não fica preso em uma história de 250 capítulos que não avança e com 150 personagens que só sabem caminhar no calçadão de Copacabana, beber uísque e que nem têm renda para morar em mansões e arranha-céus.

Um dorama tem um foco em um núcleo pequeno de personagens, que seguimos mais intimamente. E, ao invés de 250 capítulos diários, são de 10 a 20 capítulos exibidos uma ou duas vezes por semana. Ou seja, pelo menos quatro novas histórias por ano.

“1 rittoru no Namida”, em português “1 litro de Lágrimas”. Ao assistir esse j-drama (japonês) se entende que o título tem tudo a ver com a história. Uma lição de vida para quem reclama da sua própria.

Por que dorama é bom? Como são poucos capítulos, a história não fica se enrolando. A maioria das novelas pode ser resumida em 50 capítulos, os outros 200 são enrolação pura. Por isso, cada minuto do dorama deve ter uma história e cada personagem ser essencial para o desenvolvimento da trama.

“Goong”, um k-drama (coreano) que cria um conto de fadas moderno, com muito de conto e pouco de fadas, com uma fictícia realeza sul-coreana.

E os temas dos doramas variam de comédia e romance, passando por ação e aventura, a ficção científica. Nos últimos anos, os doramas japoneses de maior sucesso são adaptações de mangás. E diferentes de várias novelas brasileiras, as quais todas se parecem com todas, os doramas variam bastante. Pois é justamente o novo que atrai a audiência, e não mais do mesmo.

“Mars”, um c-drama (chinês) que tem tudo de drama na relação de uma tímida “traumatizada” com um destrutivo “traumatizado”. Afinal, quem não tem traumas na vida?

Dê uma chance para um dorama. Se você se arrepender, vai ter no máximo jogado fora alguns dias por semanas. Se você você se arrepender de uma novela, vai ter jogado fora nove meses. Dava para ter investido em uma gestação. Visitar o DramaWiki e o JDrama é um bom começo.

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