-…é o tipo de mal entendido que desejamos esquecer. Por isso, aqui, diante dos representantes de todos os países, no novo prédio das Nações Unidas, eu, Richard Miles Rice, supremo-regente dos Estados do Norte… – Richard dá uma suspirada, observa as centenas de câmeras e microfones atentos às suas próximas palavras – Eu faço um pedido oficial de desculpas à República Popular do Brasil, ao povo brasileiro e agradeço ao soberano supremo do Brasil, o presidente Luís Ignácio Lula Silveira, toda a ajuda que nos têm dado. Afirmo que em nenhum momento a maioria do povo estadunidense concordou com a invasão da Floresta Amazônica. Tudo isso foi fruto da mente doentia de um presidente que encontrou em generais mais doentes ainda a chance de tentar dominar o mundo através da falsa bandeira da democracia. Também agradecemos ao Brasil por nos mostrar que a democracia não leva a lugar algum, somente um governo forte e autoritário pode sanar as necessidades do povo. Como uma forma de retribuição ao governo brasileiro, estaremos entregando amanhã à Polícia da Ordem Nacional, em Brasília, o ex-presidente Gregory Bush, seu vice Jim Cheney e todo o alto escalão do antigo governo estadunidense. Caso necessário, arcaremos com todos os custos da honrada execução que irá limpar a memória de todos os mortos nesse conflito.

O supremo-regente Richard Miles Rice é aplaudido de pé por todos os presentes durante quase cinco minutos. As principais redes de notícias do mundo estão transmitindo a reunião histórica ao vivo, direto de Lulópolis, na nova sede da Organização das Nações Unidas. Em seguida, o presidente do Brasil, Luis Ignácio Lula Silveira, se dirige à bancada para fazer seu discurso.

-Companheiros membros das Nações Unidas… lágrimas são inevitáveis nesse dia histórico. Lá em agosto de 2004, quando as tropas do diabólico Bush nos atacaram através da Colômbia, do Chile e da Argentina, além de diversos outros pontos do mundo,o Brasil, um país historicamente pacífico, entrou no caos completo. Graças a ajuda de amigos fiéis, como o companheiro Firmino Castro, que acionou seus mísseis nucleares contra a capital do inimigo, e amigos que se apressaram em nos ajudar, como o companheiro Hu Jintai, da nossa nação irmã, hoje o Brasil já superou todas as feridas daquele período fatídico. Infelizmente alguns companheiros que nos ajudaram não resistiram à guerra… gostaria de pedir um minuto de silêncio para Kim Ban-il, da grande Coréia do Norte, Almen Mazen, que seja abençoada a nova Palestina, e Mohammad Kirkani, infelizmente o Irã foi apagado… – o presidente Lula, todos os presentes e o mundo todo fazem um minuto de silêncio para honrar o nome de bravos homens que não se omitiram diante da opressão do Império – que este novo mundo de irmãos e companheiros perdure para toda a eternidade. Que Deus abençoe a grande nação que é a República Popular do Brasil e que possamos louvar a memória do nosso grande líder Mao Cheng Tung.

Esta é uma obra de ficção, os nomes dos personagens podem lembrar pessoas reais, mas qualquer semelhança com a realidade é mera coincidência.

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